14 abril 2011

Festiva de Abril - SOBREMESA



PUDIM DE NOZES

Ingredientes: 6 gemas, 2 claras, 6 xícaras de leite, 6 xícaras de nata, 10g de gelatina branca, 250g de açúcar, 200g de nozes descascadas, 225g de amoras, 1 litro de suco de maçã, 1 colher (chá) de gelatina em pó, 1 colher de mel.

Preparo: Bata as gemas com açúcar, juntando ao leite já fervido e morno. Levar ao fogo e engrossar, mexendo sempre e acrescentando as nozes moídas. Tirar do fogo e juntar imediatamente a gelatina amolecida e, em seguida, a nata batida. Colocar numa forma passada em água fria e levar à geladeira. Levar as amoras ao fogo com 4 colheres de suco de maçã até marinar. Deixe esfriar e leve à geladeira. Junte o mel. Espalhe a gelatina sobre o restante do suco de maçã e leve ao fogo. Coloque na forma fria e ponha na geladeira.

(Esta receita deliciosa tem toda a cara de ter saído do caderninho da avó da Anie e do Ricardo.)

Receita: Müller/Martins
Foto: Cláudio

13 abril 2011

Festiva de Abril - O PRATO

O Prato principal da nossa festiva foi elaborado pelo cozinheiro convidado, Carlos Alberto Pippi da Motta. Uma perfeita combinação de ingredientes, com os sabores próprios preservados, resultando nesta deliciosa criação de raízes portuguesas.


BACALHAU A “PIPPI DA MOTTA”

Ingredientes: 4 postas de bacalhau, 12 batatas pequenas, 12 cebolas pequenas, 1 cebola grande, 4 ovos cozidos, 1 molho de couve, 1 molho de brócolis, 12 azeitonas pretas, 2 dentes de alho, 1 litro de leite, louro, pimenta dedo de moça, azeite de oliva, sal e pimenta preta moída.

Preparo: Dessalgar o bacalhau, limpar as aparas e colocar de molho no leite por uma hora. Lavar em água fria e secar. Enquanto isso, levar uma panela com água ao fogo, acrescentando as aparas do bacalhau, sal, pimenta, louro e temperos a gosto. Cozinhar nesta água primeiro as batatas e depois as cebolas, a couve, os brócolis e as azeitonas, cuidando o tempo e o ponto ideal de cocção de cada alimento. Levar o bacalhau ao forno com um pouco de azeite (pode também ser levado à grelha ou chapa, cuidando para não desmanchar.) À parte, numa frigideira, fritar em bastante azeite: uma cebola bem picada, um dente de alho, sal e pimenta do reino, até a cebola ficar morena. Ao servir, guarnecer o bacalhau com as batatas, os ovos, as verduras e azeitonas. Finalizar regando as postas com a cebola morena e seu azeite.




Receita: C.A. Pippi da Motta
            Martins/Müller
Foto: Cláuido

11 abril 2011

Festiva de Abril - ENTRADA


VIEIRAS GRATINADAS
 “Au Sauce Chérie avec Bouquet de Verts”


Ingredientes: 500g de Vieiras limpas e resfriadas, folhas verdes diversas (alface, rúcula, etc.)

Para a marinada: 3 tomates grandes, sem pele e sem sementes, bem picados, 1 cebola grande finamente picada, 1 dente de alho ralado, 1 porção de alcaparras, ervas finas a gosto, azeite de oliva, vinagre balsâmico, sal e pimenta a gosto, ½ copo de vinho branco e suco de limão.

Para o acabamento final do molho: 1 pote de nata, manteiga sem sal, amêndoas torradas (em pedaços) e salsa crespa frita.

Preparo: Misture todos os ingredientes da marinada e coloque as vieiras em temperatura ambiente para marinar por aproximadamente 4 horas. Retire as vieiras, escorra-as e deite-as em azeite de oliva para grelhar em fogo alto, deixando cerca de 2 minutos em cada lado. Mantenha as vieiras aquecidas e no mesmo recipiente na qual foram grelhadas, saltear um pouco de azeite com uma colher de manteiga e refogar um pouco da marinada, acrescentando a nata e acertando o tempero. Aqueça bem e desligue o fogo.

Montagem: Coloque um pouco de molho no prato, após uma pequena porção das vieiras, polvilhe as amêndoas torradas em pequenas porções arrematando com salsa frita (ou natural). Acompanha um belo bouquet de folhas verdes.

Receita: Martins?Müller
Foto: Cláudio

10 abril 2011

FESTIVA DE ABRIL

Sexta, dia 8, foi noite de festa. A Confraria se reuniu chez Müller para o seu encontro de Abril. Além da quase totalidade dos confrades, tivemos a presença de um renomado cozinheiro convidado, Carlos Alberto Pippi Motta e sua esposa Diana, de Porto Alegre. Preparou uma de suas receitas, à base de Bacalhau, que recebeu merecidos aplausos.

A noitada transcorreu agradável e animada comme d'habitude. Para acompanhar o cardápio de inspiração portuguesa, um autêntico Alentejano, finalizando com um Porto.  E, lembrando a Páscoa próxima, cada confrade levou para casa um ovo decorado de amendoim.


O "chef" em ação

                                Anfitriões e convidados

(Em breve, as receitas e mais fotos)

Fotos: Cláudio

16 março 2011

Iniciando 2011 - A SOBREMESA

O Jantar Inaugural foi coroado por esta tradicional receita, com o toque especial da Siloá. (Claro que também teve um bolo de aniversário, com velinha e tudo, já perto da meia noite.)



PAPO DE ANJO

Ingredientes: ½ kg de açúcar, ½ litro de água, 12 gemas, 1 colher (de chá) rasa de fermento em pó, 2 cravos.

Preparo: Numa panela coloque o açúcar, os cravos e a água. Leve ao fogo e ferva durante 20 minutos. Reserve. Bata as gemas com o fermento por 20 minutos, até ficar bem fofo. Coloque em forminhas pequenas, untadas com manteiga, enchendo até a borda. Asse em fogo médio (180.C) até dobrarem de volume e ficarem ligeiramente dourados. Desenforme um a um, deixe esfriar. Coloque-os numa compoteira, derramando por cima a calda. (20 unidades, em média).

Receita: Padoins/Luís
Foto: Cláudio

15 março 2011

Iniciando 2011 - O PRATO

E o Jantar Inaugural de 2011 seguiu brilhando com este inventivo prato, bem ao estilo dos anfitriões.



RISOTO DE CAJU COM CAMARÕES FLAMBADOS


Ingredientes: 2 xíc. de arroz Arbório, 6 colheres de azeite de oliva, azeite de girassol, 1 xícara de vinho branco, ½ copo de requeijão, 1 cebola média picada, 1 caju sem pele picado (ou ½ litro de néctar de caju), 1 kg de camarão B, sal, alho, pimenta, tabasco, 1 xíc. de conhaque, 1 limão, 1 bandeja de cogumelos Porcinelo, 1 colherinha de endro.

Preparo: Tempere os camarões e deixe marinando por alguns minutos. Frite-os levemente enfarinhados até dourar e flambe com conhaque. Reserve.
Doure a cebola no azeite de oliva, junte os cogumelos fatiados, o arroz e o caju. Refogue por alguns minutos. Junte o vinho e deixe cozinhar até evaporar. Mexendo sempre, junte a água aos poucos até que o arroz esteja “al dente”, acerte o tempero, acrescente o endro e o requeijão, misturando bem. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe repousar por 5 minutos. Sirva com os camarões em cima. Decore com azeite e endro.


Receita: Padoins/Luís
Foto: Cláudio



 

14 março 2011

INICIANDO 2011 - A ENTRADA

O jantar de abertura da temporada 2011 iniciou com esta linda e deliciosa salada, com um nome prá lá de sugestivo:

                SALADA DE BOAS VINDAS



 Ingredientes: 32 folhas verdes diversas, 2 cenouras, 1 xíc. de uvas passas “bêbadas”, 1 bandeja de tomates-cereja, 8 figos, ½ pct. De Queijo Minas, 1 xíc. de azeite de oliva, ½ xíc. de vinagre de vinho, 3 colheres de mel, 3 colheres de mostarda, orégano a gosto.

Preparo: Montar em pratos individuais os verdes rasgados, a cenoura em espaguete, as passas embebidas em rum, o tomate cereja temperado com oliva e orégano, o queijo Minas ralado grosseiramente e os figos fatiados em 6. Por fim, regar com um molho emulsionado de azeite de oliva, vinagre de vinho, mel e mostarda.

Receita: Padoins/Luís
Foto: Cláudio

13 março 2011

INICIANDO OS TRABALHOS

Nesta sexta, dia 11, iniciaram os "trabalhos"da Confraria para 2011. E iniciaram muito bem!

Preparado pela dupla de aniversariantes, Cézar e Luís - escudados pela incansável Siloá - os confrades foram brindados com um evento especial, digno da data. Num ambiente confortável e aconchegante, os amigos passaram horas agradáveis, degustando pratos inéditos. Nenhum detalhe foi esquecido pelos festeiros.

O ano promete novidades e revivências.

13 novembro 2010

CALENDÁRIO 2011

Encontros previstos para 2011 e seus organizadores:

11.03 - Padoins/Luís Alexandre
01.04 - Müllers/Martinss
06.05 - Hauschilds/Warkens
03.06 - Hanauers/Schmidts
05.08 - Snels/Hoffs
02.09 - Brums/Boufleurs
07.10 - Aniversário (Brums & Cia.)
04.11 - Ilda/Luís Alexandre

Boas Férias!!!

11 novembro 2010

ENCERRANDO 2010 - Sobremesa



MOUSSE LA VIE EM ROSE


Ingredientes: 4 colheres de gelatina em pó sem sabor, 4 potes de iogurte natural, 3 ovos, 2 colheres de essência de baunilha, 8 colheres de água de rosas, 180g de açúcar confeiteiro.

Preparo: Hidrate a gelatina em água fria e leve ao fogo em banho-maria até dissolver. Acrescente as gemas, a essência de baunilha, a água de rosas e o açúcar confeiteiro, misturando bem. Reserve. Bata as claras em neve e misture com o iogurte, mexendo suavemente. Junte à mistura reservada e leve para gelar até que fique firme.
Sirva com geléia de amoras.

Receita: Hoff/Luís Alexandre
Foto: Cláudio

10 novembro 2010

ENCERRANDO 2010 - O Prato



FILET EM CROÛTE AVEC POMME DE TERRE AU “GORGONZOLA”


Ingredientes: 1 peça de filé mignon, 1 pacote de massa folhada semi-pronta, ½ xícara de vinho branco seco, cogumelos Paris, cebola picada, cebolinha e salsa, azeite de oliva, manteiga, sal, pimenta do reino.

Preparo: Tempere o filé inteiro com sal e pimenta. Coloque em uma panela com manteiga e azeite de oliva e frite por 5min todos os lados da carne. Escorra em papel absorvente e deixe esfriar. Refogue a cebola e os cogumelos na manteiga, acrescente o vinho, a cebolinha e a salsa picados. Reserve. Abra a massa folhada sobre filme plástico. Coloque o filé no centro da massa e por cima espalhe a mistura de cogumelos, apertando bem para fixar. Dobre a massa sobre a carne, feche bem as laterais e pincele com gema de ovo. Disponha em uma assadeira umedecida com água e leve ao forno pré-aquecido (200.C) por uns 20min. Depois, abaixe a temperatura e deixe assar por mais 10min ou até que a massa esteja dourada. Sirva com batatas recheadas com queijo gorgonzola.

Receita: Hoff/Luís Alexandre
Fotos: Cláudio

09 novembro 2010

ENCERRANDO 2010 - Entrada

DÈLICE PRINTEMPS


Ingredientes: Folhas diversas da estação, presunto em tiras, tomate cereja, bolinhas de melão e mamão, queijo parmesão ralado, mostarda, azeite de oliva.

Preparo: Cestinhas: numa frigideira anti-aderente, espalhe um punhado de queijo parmesão. Deixe fundir em fogo lento. Quando estiver fundido, retire do fogo e modele rapidamente as cestinhas, utilizando um ramequin ou bacia de louça.
Montagem: Emulsione a mostarda com o azeite de oliva. Coloque uma cestinha no prato e disponha os ingredientes da salada na mesma. Tempere, regando com a emulsão de mostarda e azeite de oliva.

Receita: Hoff/Luís Alexandre
Fotos: Cláudio

08 novembro 2010

ENCERRANDO (JÁ?) 2010

Nesta sexta-feira, dia 05/nov, os Amigos da Panela realizaram o último encontro do calendário de 2010. O salão de festas da Casa Régia, em Estância Velha, sediou o evento, preparado por Paulo Ricardo/Ilma e Luís Alexandre. A maioria dos confrades chegou em grupo, trazidos pela Van habitual.
Os anfitriões recebem os convidados à porta, onde está afixado o Cardápio da noite, num belo quadro emoldurado, à moda dos melhores restaurantes. E os aromas vindos da cozinha prenunciam gostosuras inéditas.
A descontração e a alegria tomaram conta do ambiente, com dicas práticas dos pratos em preparação, brindes de felicitações, menu delicioso, troca de presentes, planos para os festejos dos 15 anos (ufa!) e sorteio do calendário 2011.



Obrigado aos impecáveis anfitriões!


Breve, aqui, as receitas da noite e o Calendário 2011.

Fotos: Cláudio

22 outubro 2010

COMEMORANDO 10 ANOS (3)

Aqui o final da reportagem do Cláudio sobre o festivo fim de semana de comemorações dos 10 anos da Confraria. Aguarda-se outras contribuições.


3. Sobremesa


Às 21h da agradável noite de sábado, os confrades engalanados tomam assento ao redor de 2 mesas do Leopoldina Restaurante, no Hotel Vila Europa, para o solene jantar dos 10 anos. O ambiente está à altura do acontecimento. As mesas estão corretamente decoradas, com pequenos arranjos florais e velas, taças e talheres adequados, guardanapos de pano, cadeiras de espaldar alto e descanso para os braços, luz-ambiente suave, piano tocando maviosamente. Perfeito. O salão está quase cheio e todos os comensais serenamente conversando, em tom urbano (bem diferente do ruidoso Casacurta de ontem), o que inibe, também, eventuais alaridos da nossa parte...

O serviço está de acordo com a classe geral do lugar. E a cozinha, também. O cardápio, previamente eleito pela Comissão Organizadora, começa com uma Salada de Frutos do Mar, correta. Seguiu o Filé Recheado com Camembert, Molho de Funghi e Batata Gratinada. Faz sucesso. E, como sobremesa, Tartelete de Amêndoas. Deliciosa. Para acompanhar, a maioria optou pela fórmula da casa: vinhos da linha Reserva, da Miolo, à vontade, a preço fixo. Excelente relação custo/benefício.





Neste clima o jantar se estende, sem pressa. Atendendo nossos insistentes pedidos, o Sommelier do Hotel, de nome Antônio, concorda em nos mostrar a legendária adega do estabelecimento, seguramente uma das mais bem fornidas de todo o Estado. Em ambiente absolutamente controlado são estocados mais de 1.000 rótulos, do mundo todo. Abriga algumas preciosidades, como um Cheval Blanc (avaliado em R$ 7.000,00) e um Château d’Iquem. Somente para os nossos olhos...

Encerrada a visita à Adega, nos dirigimos ao terraço, no 6º andar. Alguns para fumar, outros para tirar fotos pretensamente sensuais. Aí, sim, o comportamento contido ostentado durante o jantar deu lugar a uma algazarra generalizada. Tudo liberado!

Com o início do horário de verão, quando nos recolhemos aos aposentos já passava longe das 2h.

O domingo começou devagar, como esperado. Alguns quase perderam o horário do café. Depois, só sobrou tempo para fazer o check-out, tirar fotos e embarcar. No início da tarde todos estamos de volta ao lar. Mas, como foi dito pelo Mário no início da viagem, este fim de semana ficará gravado em nossas memórias. Reforçamos, não apenas nosso interesse comum pela gastronomia, mas, sobretudo, os laços afetivos.
   Foto: César

(Para ampliar as imagens, clique nas fotos)

Fotos: Cláudio

21 outubro 2010

COMEMORANDO 10 ANOS (2)

Continua a Reportagem do Cláudio sobre o fim de semana no Vale dos Vinhedos.


2. Prato Principal


Nossa entrada no Hotel Vila Europa, mais conhecido como Spa do Vinho, foi tranqüila, apesar do adiantado da hora. Enquanto o pessoal da recepção ordenava nossas chaves, nos esparramamos pelo espaçoso-confortável-elegante lobby, bebericando o espumante, que nos foi servido como cortesia. Subindo ao apartamento, fico muito bem impressionado com o conforto geral do mesmo e as amabilidades espalhadas pelo aposento, traduzidas em bom-bons, brioches e flores frescas.

Mas, depois de um dia cheio, o melhor é descansar.



Com dia claro, abro as cortinas do imenso janelão, desfrutando uma paisagem incrívelmente bonita. Aos nossos pés estendem-se vinhedos a perder de vista, caprichosamente alinhados e exuberantes na sua verde brotação primaveril. Logo em frente, do outro lado da Estrada, as soberbas instalações da Vinícola Miolo, cuja arquitetura e coloração nos remetem à Toscana. À direita no horizonte, se divisa o skyline da cidade de Bento Gonçalves no meio da bruma e, pouco abaixo, a imponente Casa Valduga. Contemplo longamente o cenário, transportando-me para outros tempos e lugares distantes.

Vamos ao café da manhã. A maioria dos confrades já está confortavelmente instalada no local, que também funciona como salão do Restaurante Leopoldina. Finamente decorado, com mesas de vários tamanhos e belas cadeiras de estilo, estofadas. Não existe buffet: tudo é servido na própria mesa, em sucessivos carrinhos manobrados pelos atendentes, proporcionando maior conforto ao vivente. E tudo é extremamente saboroso, desde os iogurtes especiais da Casa da Ovelha, até os Croissants e brioches. Sem pressa, acabamos ultrapassando o horário marcado (10h) para a caminhada, sendo admoestados por Mário e Vera...

Enfim, às 10h30min quase todos se encontram no saguão para o início da caminhada (menos Fernando/Anelise, que ficaram se repoltreando nas benesses do Spa e Mário/Vera, impacientes, que já haviam seguido o rumo do seu próprio coração). Mas, começa uma chuvinha mansa. Aguardamos a estiagem e nos largamos, descendo a alameda de acesso do Hotel. Com muitas paradas para fotos e admiração das rosas plantadas nas cabeceiras dos vinhedos, alcançamos a Vinícola Miolo. Logo na entrada, à esquerda do solene pórtico, existe uma pequena plantação de videiras, com amostras das dezenas de variedades cultivadas pela vinícola. Cada variedade devidamente identificada, dando a conhecer “marcas” populares como Merlot, e Cabernet e outras menos conhecidas, como Touriga e Petit Verdot. Ladeando a plantação, os indefectíveis pés de plátano, característicos de todos os vinhedos desta região, completam a amostra. Duas preclaras confreiras da nossa comitiva (não revelo os nomes, mas posso dizer que ostentam cabelo escuro) ficaram intrigadas por não haver identificação nestas “videiras” maiores e perguntaram ao Oscar – nosso enólogo de plantão – se seriam as “videiras-mãe” ... (Cai o pano, rápido!)


Circulamos pelas bem cuidadas ruelas internas, bosques e jardins da Miolo e seguimos até o final da propriedade, onde encontramos a antiga Osteria Mamma Miolo, único ponto ainda reconhecível nas minhas memórias de 10 anos atrás. Toda esta região sofreu uma transformação enorme – para melhor – neste tempo. Não canso de observar o capricho, a limpeza e a beleza de todos os recantos percorridos.
Como se aproxima o meio-dia, retornamos ao Hotel, onde reencontramos Mário/Vera – exaustos da extensa caminhada que empreenderam sozinhos pela região – e Fernando/Anelise, frescamente rejuvenescidos, graças aos tratamentos milagrosos do Spa. Nos aboletamos todos no ônibus. Desta vez, em dia claro e com a orientação segura do Oscar, chegamos sem maiores sobressaltos à Casa Valduga, lugar do nosso almoço.

A Valduga talvez seja a responsável maior pela projeção alcançada pelo Vale dos Vinhedos. Foi a primeira a produzir um vinho que hoje seria chamado de “butique”, numa época em que o conceito sequer existia. E, também parece ter sido a pioneira em proporcionar um programa eno-gastronômico regular para visitantes. Hoje possui uma infra-estrutura exemplar de recepção turística, contando com pousada, restaurantes de vários tamanhos e um belo varejo. Observa-se o mesmo capricho, limpeza e cuidado encontrados na Miolo.


Nossa mesa já está preparada no ambiente chamado de “Cantina”, que eu conhecia do tempo em que o piso era de chão batido e os assentos se resumiam a longos (e duros) bancos de madeira. Hoje conserva o encanto original, com as pipas ao longo das paredes, mas com muito mais conforto e charme. De pronto é servido um cálice do delicioso espumante rosé “Blush” para “abrir os trabalhos”. Em seguida começa o desfile de iguarias tradicionais da culinária colonial italiana. Destaque para a Sopa de Capeletti, salada de Radicci, massas e carnes assadas (inclusive Vitela). Tudo saboroso e farto, como convém. Acompanhado de um excelente, perfumado e fresco Gewurtzraminer e um inédito Marselan, escolhidos cuidadosamente pelos nossos consultores-enófilos Fernando/Oscar/Roberto, após exaustivas análises da extensa carta de vinhos e apaixonadas deliberações. Um banquete!

Restaurados e felizes, fazemos um recorrido pelas instalações da vinícola, com visita – é claro! – ao varejo. Retornando ao Hotel, o resto da tarde livre é aproveitado de acordo com a disposição individual. Alguns (a maioria) prosseguem no repouso iniciado a bordo, outras se refestelam nos serviços besuntados do Spa (incitadas pelos bons resultados exibidos pelos freqüentadores matinais). Roberto, Rosane e eu vamos à Miolo fazer a “degustação Vip” oferecida pelo Hotel. Nos agregamos a um grupo de turistas vindos predominantemente de Goiás e fazemos um recorrido interno pelas instalações, acompanhados de um lacônico guia. O tour encerra com uma degustação orientada, no Centro de Visitantes. São oferecidos 4 (no total!) comedidos goles de 2 vinhos tintos (regulares) e 2 espumantes, sendo o último, demi-sec, acompanhado de uma prosaica bolachinha... Tudo à venda no varejo, ao lado. Tudo bem turistiquinho... Do festejado Lote 43 e do premiado Sesmarias (vendido a R$ 270,00!!!), nem o cheiro. Melhor, nem o bouquet...
De banho tomado, o time masculino da Confraria se rejunta às 20h numa bem aparelhada sala, dentro da Adega do Hotel. Um jovem enólogo da Vinícola Pizzato apresenta os produtos desta pequena e recente empresa, localizada bem próximo. Já possui um vinho fartamente premiado, de nome DNA 99, da variedade Merlot, que é louvado pelo enólogo. Mas, provar que é bom... Serviu-nos o Chardonnay/2009, de rótulo bonito e sabor, nem tanto. Depois o Merlot/2006, um pouco agressivo e adstringente. E, por fim, o Espumante/Champegnoise. Excelente.

Com este belo prelúdio, estamos prontos para a programação noturna.

(Segue no próximo Post)
(Para ampliar as imagens, clique em cima da foto)
Fotos: Cláudio

19 outubro 2010

COMEMORANDO 10 ANOS

Iniciamos hoje a publicação do Relato das comemorações de 10 anos, na visão do Cláudio. Outros relatos serão bem acolhidos e publicados na sequência, mostrando a impressão particular dos participantes.


Vale dos Vinhedos


(15 a 17/out/2010)


Há 1 ano, quando se começou a planejar as comemorações do primeiro decênio da Confraria Amigos da Panela, os projetos foram ousados: Tour Gastronômico pela Europa, Visita aos Vinhedos Argentinos, Chilenos e/ou Uruguaios...


Aterrissando e voltando à realidade, a Comissão Organizadora – formada por Caco/Ana, Oscar/Ângela e Cláudio/Rosane – resolveu propor um Fim de Semana no Vale dos Vinhedos. Agora, após a concretização, tenho certeza que foi a melhor escolha.



1. Entrada

No final da tarde de sexta-feira, dia 15/out, um alegre burburinho toma conta do estacionamento e da calçada da Tempo, onde se concentram os confrades e confreiras, aguardando o transporte. Mais ou menos no horário, embarcam Roberto/Fátima, Mário/Vera, Paulo Ricardo/Ilma, Luiz Antônio/Marilce, Fernando/Anelise, Ronaldo/Ângela, Caco/Ana, Cláudio/Rosane e Oscar/Ângela (César/Siloá seguem em viatura própria pois retornam mais cedo). Sobram assentos no ônibus, mas o porta-malas está abarrotado. Até parece que alguns vão esticar a estada na Serra...



 Como em toda excursão que se preze, tivemos uma instrutiva sessão de auto-apresentação, em que todos se surpreenderam com a extensa e nobilíssima relação de nomes e sobrenomes da Ilma. Na seqüência, a tradicional Gincana, com perguntas sobre a história da Confraria. Os mais esforçados e maiores acertadores das respostas são agraciados com personalíssimos prêmios adquiridos na requintada rede internacional de lojas Un et Quatre-vingt Dix-neuf (também conhecida popularmente por “1,99” – sei, perde um pouco na tradução...) Todos os ganhadores exibem, orgulhosos, seus utilíssimos prêmios – variando de um “coçador-de-costas-calçadeira” até um estonteante buquê de flores artificiais. Apenas uma das ganhadoras – por razões desconhecidas – negou-se a exibir ao grupo uma volumosa e sugestiva fruta de plástico, de forma cilíndrica, de cor amarela – cujo nome me escapa – aparentemente destinada apenas à inocente decoração do lar...

As brincadeiras só são interrompidas quando o Paulo Ricardo recebe uma mensagem de texto, vinda de Praga, pela qual os confrades Osvaldo/Maria Helena se juntam às comemorações da Confraria. Eles, de certa forma, estão concretizando os planos originais das comemorações, fazendo um périplo pela Europa. (Além deles, também Ilda e Luís Alexandre estão ausentes).

Assim, entre muitas risadas, sem perceber a passagem do tempo, já estamos em Garibaldi. Após uma sucessão de voltas pelo centro da urbe – que nos pareceu um city-tour – nosso valente motorista André estaciona e confessa não saber o nosso destino e, muito menos, como chegar até lá!!! Caco, imediatamente acionou o GPS pelo seu celular e passou a orientar a operação. Mas, o software não é muito preciso. Então, dê-lhe subir ruas, descer lombas, tomar à direita, virar à esquerda. E nada de encontrar o endereço. Por fim, apelou-se para o mais antigo e infalível método: pedir informações a um passante. Só mais duas ou três quadras e estamos em frente à Hostaria Casacurta. Ufa! César e Siloá – estafados e tontos – se juntam ao grupo e abrimos Espumantes, brindando, ainda a bordo, aos 10 anos, com exclusivos e tilintantes cálices de “cristal”. César, comme d’habitude, distribui generosa quantidade de comprimidos para dor de cabeça que os mais precavidos já ingerem, prevenindo possível ressaca matinal...



A Hostaria funciona no térreo do Hotel Casacurta, uma verdadeira instituição da cidade. Ele já tem mais de 100 anos de história – os 60 últimos no prédio atual. E continua sob o comando da mesma família Casacurta. A construção tem um estilo de castelo/mosteiro, muito semelhante ao Convento São Boaventura, em Daltro Filho – aqui perto (não me surpreenderia saber que ambos os projetos saíram da mesma prancheta). Bonito e imponente.


 Adentramos o restaurante, onde uma longa e bem-posta mesa já nos aguardava (há 1 mês, segundo Ângela...) O ambiente aconchegante e plácido se transformou com a nossa chegada, espantando – literalmente - os esparsos clientes daquele horário temprano. A balbúrdia se instalou e só foi reduzida a níveis civilizados com a chegada dos primeiros pratos. Mas, antes disso, Anelise propôs um brinde, sugerindo que elevássemos os cálices. A singela palavra eleva acionou um desconhecido mecanismo criativo (quem sabe, embalado pelo medicamento fornecido há pouco) no Luiz Antônio, fazendo nascer naquele instante, de forma espontânea, o bordão do fim de semana: E-le-va, E-le-va. Eleva, Eleva, Eleva. Repetido em coro, ecoou pelos vetustos corredores do Hotel, fazendo tremer levemente os alicerces fincados na rocha.

O menu, executado com profissionalismo, abriu com Salada do Chef (alface, rúcula, queijo de cabra e croutons), havendo opção para Sopa de Cebola. Seguiu-se um surpreendente Tagliatelle de Vitela, com molho de tomate e vinho. O prato principal variou entre um Filé ao Molho de Fines Herbes acompanhado de Risoto de Brócolis, ou Frango Garibaldi (com molho de curry, espumante e creme de leite). Ambos, saborosos. Tudo foi tão bom e farto que a sobremesa passou quase desapercebida. Até porque, se trata de uma prosaica fatia de Cassata com amêndoas lascadas (normal). No horário da prorrogação o belo jardim em frente à Hostaria serviu de refúgio para os fumantes e pausa no alarido constante do interior...

Antes das 23h prosseguimos nossa viagem. Até o acesso da Rodovia do Vinho, pouco antes de Bento Gonçalves, nosso motorista estava bem orientado (descontando a teimosia em não reduzir a marcha nas subidas, ocasionando um tremor lúbrico na viatura). Mas, pouco depois, parou no acostamento e – dentro da solidão da noite escura – perguntou, cândidamente, o nome do Hotel onde nos hospedaríamos... Oscar, familiarizado com a região, assumiu o posto de co-piloto. Com melhor desempenho, desta vez.

(Segue no próximo post)

Fotos: Cláudio

17 outubro 2010

HÁ 10 ANOS!

Exatamente há 10 anos, no dia 17 de outubro de 2000, reunia-se pela primeira vez, neste cenário despojado, o grupo que viria a formar a nossa preciosa Confraria Amigos da Panela.
Compartilhando sal & pimentas, azeites e - às vezes - vinagres, doçuras e gostos picantes, ardentes ou gelados, nós amigos, acolherados por Oscar e Ângela, hoje continuamos saboreando juntos a amizade cozinhada  doucement ao longo destes anos.


Para marcar esta data, desfrutamos um fim de semana inesquecível, descobrindo ou relembrando lugares mágicos entre videiras e vinhos, que acabaram por resumir estes 10 anos de intenso convívio e saudável alegria. Parabéns para nós, "nesta data querida".


Breve, aqui, relato completo do saborosíssimo fim de semana, com todos os detalhes (a menos que eu acabe dissuadido, seja por suborno substancial ou ameaças persuasivas...)

(Para ampliar as imagens, clique em cima da foto)

13 outubro 2010

CONTAGEM REGRESSIVA

As comemorações pelos 10 anos da Confraria estão batendo à porta. Ontem à noite aconteceu a última reunião preparatória dos organizadores, chez Snel. Foram definidos os detalhes da programação e as surpresas reservadas para os confrades. A "largada"será às 17h30min, em frente à Tempo. UHUUU!!!

21 setembro 2010

10 Anos chegando

As comemorações dos 10 anos da Confraria estão cada vez mais próximas. E tem cheiro de novidades no ar. A começar pelo Blog, com nova roupagem. E o Logo do primeiro decênio está aí acima, no cabeçalho.
Em breve aqui, a programação das "festas de outubro".

08 setembro 2010

A SOBREMESA


MONTANHA RUSSA


Ingredientes: 1 pote de ameixa preta, 1 lata de leite condensado, 1 litro de leite, 2 a 3 colheres de maizena, 2 colheres de manteiga, 1 ou 2 ovos, 5 colheres de açúcar, gotas de baunilha.

Preparo: Faça um creme com o leite condensado, a maizena desmanchada, a manteiga e as gemas. Misture as gotas de baunilha e guarde. Faça um doce com as ameixas pretas e bata as claras em neve com açúcar. Coloque primeiramente o doce de ameixas, depois o creme e, por último, o suspiro. Leve à geladeira por horas. Sirva em taças.

Receita: Müller/Brum
Foto: Cláudio